segunda-feira, 15 de março de 2021
Um toca e foge à espera de quem o segure!
domingo, 31 de janeiro de 2021
Passa ao outro e não ao mesmo: culpa e pandemia.
domingo, 17 de janeiro de 2021
Sim, estamos cheios de medo (outra vez) ... e ainda bem!
domingo, 11 de outubro de 2020
Um admirável mundo novo... em tempos de pandemia!
segunda-feira, 20 de julho de 2020
Desconfinar o medo
Ei-la a destruir vida social e económica; a disseminar doença e sofrimento; a expor, como há muito não se via, a insuportável chaga da pobreza, ou a escavacar as fissuras da saúde mental, que estariam antes (um bocadinho) menos expostas. A pandemia de covid-19 é, porventura, o maior e mais global desafio da Humanidade em muitas décadas.
Perante a incerteza e a magnitude da calamidade, talvez não haja muito como não pairarem nuvens negras de um medo mais ou menos omnipresente: medo de contaminar e ser contaminado (ou, numa formulação mais crua, medo de matar ou morrer), de perder pessoas rigorosamente imprescindíveis, de perder o emprego e os rendimentos; medo do presente e, sobretudo, medo do futuro.
Ao mesmo tempo que Freud nos ensinava que os determinantes do comportamento humano vão muito para além da racionalidade, trazia humanidade à forma como olhamos a saúde mental, lembrando-nos que o normal e o patológico são, no essencial, quantidades diferentes das mesmas qualidades humanas. Mais de 100 anos volvidos, é assim que parece funcionar com o medo ou com a raiva, por exemplo. Emoções como o medo e a raiva são saudáveis! Serão uma espécie de primeira linha de defesas (como nos lembra o Professor Eduardo Sá) ou de marcadores somáticos (como lhes chama o neurocientista António Damásio), a indicar-nos o caminho para podermos reagir à adversidade. Neste sentido, será graças ao medo a que, felizmente, vamos sendo capazes de acrescentar sentido comunitário, que cumprimos, com responsabilidade, as recomendações das autoridades de saúde. Será graças à revolta que assumimos o risco ponderado de lutarmos pela normalidade possível, não permitindo que o vírus limite a nossa vida (pessoal, familiar, profissional e comunitária) para lá do estritamente necessário.
Haverá, todavia, muitas circunstâncias, em que o medo ou a raiva não encontrarão acolhimento relacional (nos planos pessoal, familiar, laboral, social e comunitário) para se expressarem abertamente, e transformarem em palavras, em enredos e em gestos intencionais. Será neste contexto que – tenho para mim - aumentará exponencialmente a probabilidade do medo atrapalhar muito mais do que aquilo que protege; seja pela recusa em assumir qualquer risco, por mais ponderado que seja; seja pelo desafio constante ao perigo, numa espécie de denegação (mais ou menos maníaca) dos riscos (e do próprio medo!). Não será tão diferente assim com a raiva. Na impossibilidade de, na relação (pessoal, familiar, laboral, social e comunitária), se transformar numa revolta proactiva, subsidiária da esperança e da coragem na reação, a raiva (assim como o medo) parece ficar à solta, em bruto, à mercê dos mais variados discursos populistas que a captem e a catapultem para a projeção em diferentes grupos sociais e/ou teorias da conspiração.
Se não há como, num passe de mágica, apagarmos a devastação que a pandemia arrasta, a verdade é que podemos reagir-lhe! Assim saibamos acarinhar o papel protetor do medo e da raiva, vestindo-os de relação e sentido comunitário.
segunda-feira, 20 de abril de 2020
Tempos de pandemia: a (in)suportável incerteza do ser
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Sim, estamos cheios de medo!
domingo, 20 de outubro de 2019
Coragem e outros medos!
segunda-feira, 8 de julho de 2019
O que não nos liga não nos torna mais fortes!
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Orgulha-te de mim!
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
O melhor de nós não chega?
domingo, 23 de abril de 2017
Asas servem para voar!*
domingo, 5 de março de 2017
Vai-te embora... mas eu preciso de um abraço!
domingo, 12 de fevereiro de 2017
(Felizmente) o Amor não é um conto de fadas!
domingo, 29 de janeiro de 2017
Maria (já não) vai com as outras: adolescer entre o medo e o entusiasmo
A Maria morria de medo de, finalmente, comprovar, por A+B, que era incapaz e de, com isso, desiludir todos aqueles de quem gostava. Os pais morriam de medo de, feitas as contas, ter gerado uma filha com bom coração, mas “sem rasgo para a aprendizagem”.
As notas baixaram, de facto, num primeiro momento. Mas, à medida que a Maria ia sentindo que quem mais importa começava a acreditar verdadeiramente em si, ao mesmo tempo que começou a discorrer sobre os medos, a encontrar espaço relacional para eles, a compreendê-los e pensá-los (vestindo-os de palavras, na sua história), foram-se esbatendo as insónias, a tensão e as dores de barriga, ao mesmo tempo que ganhavam espaço a confiança e a “adrenalina” das apresentações, o gozo da criatividade e do conhecimento. E, com eles, os resultados escolares começaram a aparecer, depressa superando as performances da “Maria da bengala”.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Ano Novo e outros desejos!
12 badaladas, 12 passas, 12 desejos!
Sim, desejar é bom! Na verdade, os desejos nunca são irrealizáveis! Ganhar o euromilhões ou comprar uma ilha no Pacífico não serão bem desejos, parece-me. Desejos megalómanos não serão bem desejos, parece-me. Servirão, quando muito como refúgio mágico para quem, tolhido pelo medo, se recusa a projetar o futuro. No fundo, não será tão diferente assim (ainda que por linhas travessas) de quando se poupa nos desejos (e nos rasgos de vida) para se poupar nas desilusões.
Um Ano Novo cheio de desejos feitos projeto!
domingo, 6 de novembro de 2016
Lados lunares e outros recursos!
Talvez o grande desafio seja mesmo o de compatibilizar regras (que balizem o crescimento) com espontaneidade; exigência com oportunidades de expressão (do “lado lunar” também...).
Talvez a tristeza, o medo, a raiva ou a inveja nunca se possam mesmo transformar em forças criativas à margem de um olhar que as acolha e ajude a transformar. Talvez estes sentimentos que, tantas vezes, vamos interpretando como “maus” não passem, tantas e tantas vezes, de “pensamentos à procura de um pensador” (recordando Bion) que vão corroendo, por dentro, sempre que não encontram acolhimento e transformação na relação.
Afinal de contas, ninguém cresce saudável a tentar amordaçar o que sente, em favor do que acha que devia sentir! Ou não fosse o coração feito para sentir por inteiro… em relações que balizam os exageros, ao mesmo tempo que acolhem e transformam (também o "lado lunar"...)!